Crescimento e renovação celular

Experiências realizadas na primeira metade do século XX permitiram concluir que o DNA é o material que contém a informação genética.

Griffith verificou que as bactérias do tipo R não eram patogénicas, enquanto as do tipo S provocaram pneumonia que conduzia o rato à morte. Ele verificou ainda que surgiam bactérias vivas do tipo S no sangue destes últimos ratos. Este facto sugeria que as bactérias do tipo S conseguiam transmitir a sua virulência às bactérias do tipo R (não virulentas), que se tornariam, assim, patogénicas e capazes de provocar pneumonia. 

Griffith só não conseguiu explicar o fenómeno. Só existia uma explicação que ficou conhecida por princípio transformante.

Principio transformante

Substância química capaz de transformar bactérias mortas e não virulentas em bactérias virulentas.

Composição química dos ácidos nucleicos: DNA e RNA

DNA

  •  Ácido Desoxirribonucleico; 
  •  Pentose: Desoxirribose; 
  •  Adenina, Guanina, Citosina, Timina. 

Bases púricas: Anel Duplo (Adenina e Guanina). 
Bases Pirimidínicas: Anel Simples (Uracilo, Timina, Citosina). 

Replicação do DNA

Hipótese semiconservativa

Esta é hipótese aceite, cada uma das cadeias serviria de molde para uma nova cadeia e, consequentemente, cada uma das novas moléculas de DNA seria formada por uma cadeia nova e uma cadeia antiga.

Hipótese conservativa

A molécula de DNA progenitora se mantinha íntegra, servindo apenas de molde para a formação da molécula-filha, a qual seria formada por duas novas cadeias de nucleótidos.

Hipótese dispersiva

Cada molécula-filha seria formada por porções da molécula inicial e por regiões sintetizadas de novo, a partir dos nucleótidos presentes na célula.

Sintese Proteica

O DNA desenrola-se, e uma das cadeias irá servir de molde para a síntese do mRNA (transcrição). O RNA sintetizado sofre maturação antes de abandonar o núcleo. Durante este processo, diversas secções do RNA, inicialmente transcristas, são removidas. Estas porções são chamadas intrões. As porções não removidas – exões – ligam-se entre si, formando o mRNA maturado. Pelo facto de o RNA inicialmente transcrito ser um precursor de mRNA, é frequentemente chamado RNA pré-mensageiro.

Durante a tradução existem três etapas: a iniciação, o alongamento e a finalização.

-Iniciação

Neste processo verifica-se a ligação do mRNA e de um tRNA iniciador, que transporta usualmente a metionina, à subunidade pequena de um ribossoma. A subunidade grande do ribossoma liga-se ao conjunto. O riobossoma está então funcional.

-Alongamento

Esta é a fase da tradução dos codões sucessivos e da ligação dos aminoácidas. Estas acontecimentos sucedem-se regularmente. Um novo tRNA, que transporta um segundo aminoácido, liga-se ao segundo codão. Há a formação de uma primeira ligação péptidica entre o aminoácido que ele transporta e a metionina. O ribossoma avança 3 bases. O processo repete-se ao longo do mRNA

-Finalização

Os codões de finalização (UAA, UAG, UGA) não têm nenhum anticodão complementar. Quando o ribossoma chega a um destes codões, a sintese acaba. Eles constituem verdadeiras pontuações  da mensagem. A cadeia polipéptidica destaca-se experimentando posteriormente várias transformações. As subunidades dos ribossomas separam-se e ficam livres para iniciar outro processo de tradução de uma nova proteina

 

Código genético - correspondência entre os codões de mRNA e os aminoácidos por eles determinados 

Gene - sequência de nucleótidos com uma determinada informação, onde esta sintetiza uma proteína.

Genoma - conjunto de genes.

Codão - sequência de três nucleótidos do mRNA que codifica um aminoácido.

Codogene - tripleto de nucleótidos do DNA.

Código genético

-É universal e redundante

-Não é ambiguo

-O tripleto AUG é de iniciação

-O tripleto UAA, UAG, UGA é de finalização

 

Mitose

Mitose é o processo pelo qual as células eucarióticas dividem os seus cromossomas entre duas células filhas.

Esta tem 4 fases a prófase, a metáfase, a anáfase e telófase.

Tudo começa pela intérfase. Esta tem 3 fases a fase G1 onde a célula cresce, a fase S onde ocorre a duplicação do DNA e a fase G2 onde ocorre a duplicação dos centríulos.

De seguida ocorre a prófase, onde os cromossomas sofrerão condensação, os centríulos deslocam-se para os pólos da célula e forma-se uma rede de fibras do fuso.

Na metáfase os cromossomas vão ligar-se as fibras do fuso a partir dos centrómeros até chegarem ao plano equatorial.

Quando tudo estiver alinhado no plano equatorial, os cromossomas vão ser separados pela contração das fibras do fuso, movendo-se para os pólos opostos da célula (anáfase).

Por fim, a última fase consiste na separação da célula-mãe, onde cada metade de cromossoma se dissipa, as fibras dissolvem-se e formação de duas células-filhas.

As células-filhas têm o mesmo número de cromossomas que a célula-mãe.